quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Relação amor/ódio com os ecrãs

Confesso que, desde que sou mãe, tenho uma relação amor/ódio com as tecnologias.
Eu, enquanto ser individual, gosto de estar na net, nas redes sociais, de jogar. Mas não troco por um passeio, por um belo convívio, por falar com seres humanos. Mas isso sou eu que sou crescida.

Já os meus filhos, ainda são pequenos, não sei se conseguirão ter esse discernimento e percebo que são crianças que gostam de ecrãs.

No início, eu e o pai das crianças dávamos acesso relativamente livre. Depois percebemos que não era boa política e arrepíamos caminho.

Eu não defendo "acesso zero". As tecnologias estão aí para ficar e eles têm de aprender a lidar com elas, têm de saber respeitar limites, regras e têm de entender que há tempo para tudo: para jogar, para dormir, para esfolar joelhos a brincar na rua, para brincar com os primos, para dormir....

Receios e dúvidas à parte, há um site que me parece muito engraçado: o Tubezito.

A ideia é óptima. Um pai português que a dada altura assustou-se com os riscos que os filhos corriam a ver vídeos no youtube se calhasse carregarem nalgum link para um conteúdo não apropriado à idade.

Então criou este site com conteúdos todos em português (alguns com sotaque do Brasil), tudo sem qualquer botão que permita que a criança vá parar a algum conteúdo externo.

No Tubezito estão (quase) todos os conteúdos que as crianças gostam: as músicas e as séries que passam nos principais canais de televisão dirigidos a crianças mas também conteúdos didácticos, por exemplo, para aprender as letras e as cores.

O pai viu o entusiamo dos filhos e pensou que talvez fosse útil para outros pais e decidiu, em Dezembro de 2016, colocar ao dispor de todos a sua criação. Um sucesso! Num mês já tinha 150 mil utilizadores e mais de um milhão de visualizações.

Foto: Tubezito

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